quarta-feira, 5 de abril de 2017

PARÁ MARCA PRESENÇA EM FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO


A participação em feiras de turismo é uma estratégia de mercado e momento oportuno para atrair o interesse de operadores e players do mercado turístico. É com esse objetivo que o Pará, representado pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), marca presença mais uma vez na World Travel Market Latin America (WTM LA), que chega a sua quinta edição este ano, entre os dias 4 e 6 de abril, em São Paulo (SP), consolidando-se como um dos eventos mais respeitados do setor e o mais internacional da América Latina.

Equipe da SETUR com o Ministro de turismo Marx Beltrão

A WTM Latin America ocorre em parceria com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), incorporando dentro do evento o procurado Encontro Comercial Braztoa. Em 2016, os dois eventos geraram juntos mais de US$ 370 milhões em novos negócios, com um aumento de 2,3% em relação ao ano de 2015 e de 8,8% em comparação com a edição de 2014. O evento recebeu no ano passado, 6.540 profissionais do setor do turismo, consolidando um acréscimo de 6,5% em relação a 2015.

Dinâmica e integrada, a WTM abrange segmentos como o turismo de lazer, corporativo e MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions, ou reuniões, incentivos, congressos e exposições, numa tradução livre), bem como movimenta diferentes atores da atividade, entre os quais órgãos nacionais de turismo, operadoras de turismo, companhias aéreas, redes hoteleiras, resorts, locadoras de carros, fornecedores de tecnologia para viagens, empresas de cruzeiros marítimos, seguradoras de viagens, dentre outros.


O 47º Encontro Comercial Braztoa mostrará as tendências atuais e o que há de novo para a próxima temporada. O Encontro traz para os profissionais de turismo excelentes oportunidades de negócios e de networking com empresas do mundo inteiro, além de trocas de experiências e conhecimento com os mais respeitados players do mercado.


Como parte da agenda de participação da Setur no evento estão o IV Seminário de Inteligência Competitiva, promovido pela Embratur, presença na reunião do Fórum Nacional de Turismo (Fornatur), onde o Pará será representado pelo secretário-adjunto de Estado de Turismo, Joy Colares, além de encontros previamente marcados com operadores e agentes de viagens no estande “Pará, a Obra-Prima da Amazônia”.

Por Israel Pegado

quinta-feira, 30 de março de 2017

MERCADO DO VER-O-PESO COMPLETA 390 ANOS DE HISTÓRIA E DIVERSIDADE


Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette


Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette

Um dos principais cartões postais de Belém, Ver-o-Peso, completou 390 anos nesta  Segunda-feira dia 27. O complexo, que carrega inúmeros títulos, como maior feira aberta da América Latina, uma das “Sete Maravilhas do Brasil”, atribuído pelo banco HSBC e Revista Caras em 2008, é um dos pontos turísticos mais visitados por quem busca a capital do Pará, lugar favorito principalmente dos visitantes de outros países.


Estima-se que cerca de 8 mil pessoas entre belemenses e turistas passem todos os dias no espaço. Este número chega a triplicar em épocas específicas, como em outubro, no Círio de Nossa Senhora de Nazaré, e, em dezembro, nas comemorações de final de ano.

Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette

Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette
O cotidiano do lugar, que está localizado às margens da baía do Guajará,  é atraente aos olhos dos visitantes e nativos.Já que ali, nem bem amanhece o dia e lá estão os feirantes, com suas sacas, sacolas e carros - de- mão abastecidos com diversos produtos, cruzando as ruas do Comércio em um movimento frenético. Peixes, aves, carnes, frutas, ervas medicinais, verduras, artigos regionais e plantas ornamentais, iguarias típicas da Amazônia.

Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette

A história do Ver-o-Peso é cheia de significados para a história do Brasil, ao traduzir os reflexos e heranças da presença do europeu,  africanos e indígenas no Pará.

Criado com objetivos fiscais, a área foi inserida na economia formal logo após a fundação de Belém, em 1616, passando a ser conhecida como o “lugar de ver o peso”, devido à sua situação estratégica no porto. Segundo o Levantamento Preliminar do Inventário de Referências Culturais do Conjunto Ver-o-Peso (INRC Ver-o-Peso), divulgado pelo Iphan em 2010, no decorrer do século 18 a feira presenciou aos principais eventos e acompanhou as mudanças urbanísticas que Belém sofria.

Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette
Complexo Mercado do Ver-o-Peso / Foto: Fernando Sette
No Ciclo da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, a cidade de Belém teve grande importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Neste período, também há mudanças urbanísticas. Importantes edificações foram erguidas, entre as quais, o Palácio Lauro Sodré, o Teatro da Paz, o Palácio Antônio Lemos e o Mercado Ver-o-Peso.


A construção do Mercado de Ferro, como inicialmente era conhecido o Mercado Ver-o-Peso, foi autorizada pela lei municipal nº 173, de 30 de dezembro de 1897, e sua edificação, com o projeto de Henrique La Rocque, teve início no ano de 1899. Toda a estrutura de ferro do Mercado foi trazida da Europa seguindo a tendência francesa de art nouveau da belle époque.

quarta-feira, 22 de março de 2017




Do dia 15 a 18 de Abril o Pará receberá o Rallye Transamazone, uma turnê  de veleiros oriunda da França e de outras cidades europeias, na qual viaja pela Amazônia  e por parte da ilha do Marajó, por cidades ribeirinhas, sendo o município de Afuá o último local visitado. Os veleiros ficarão ancorados na frente da cidade para uma parada de 3 dias. Durante a estadia, serão oferecidos aos visitantes pacotes para que os mesmos conheçam o cotidiano dos ribeirinhos, além da participação em um baile de encontro com grupo da idade ativa do CRAs, que são realizadas no Centro da idade ativa do Tubarão situado na rua Theopompo Nery, s/n centro.


Para mais informações: (96) 3689-1181 / gabpma@gmail.com

quarta-feira, 15 de março de 2017

FARINHA DE BRAGANÇA, DELÍCIA CULINÁRIA DO PARÁ

Produção da Farinha / Foto: Google
A gastronomia paraense é conhecida por sua riqueza e seus característicos sabores. E um desses alimentos presentes na tradicional alimentação do paraense é a famosa “Farinha de Bragança”, presente na maioria dos isopores carregados na bagagem de quem sai do estado. Uma delícia!
Foto: Remanso do Bosque

A relação entre Bragança e a produção de farinha é tão remota quanto a origem do município, onde os índios da nação Tupinambá habitavam as margens do rio Caeté.
E, por ser degustada com tamanho apreço, parte da farinha feita pelos produtores mais antigos ainda em atividade é encomendada antecipadamente, uma vez que a demanda não consegue ser atendida de outra maneira devido à grande procura. As famílias Padilha e Santino são os principais nomes nesta tradição, torrando o produto no mesmo tacho de bronze, trazido da Europa, juntamente com os trilhos da extinta Estrada de Ferro de Bragança, há três gerações. Os Santino e os Padilha são vizinhos no Camutá, comunidade ribeirinha, vizinha da Vila-Que-Era (onde está o marco de fundação da cidade, pelo português Álvaro de Sousa), ambas localizadas à margem oposta à cidade, originada do outro lado - para onde, poucos anos após fundação, os moradores se mudaram para manter melhor comunicação com Belém, obtendo assim maiores recursos.
Os segredos da peculiaridade do sabor da farinha lavada

Há vários tipos de farinha: d’água, seca, de tapioca, com coco. Mas, quando o assunto é farinha de Bragança, a referência é a d’água, muito bem lavada. A lavagem da farinha é um dos principais segredos para obter o resultado que tanto encanta os apreciadores do produto, por isso a diferença entre a farinha d’água, a comum e a lavada. Fazendo que a mesma seja desejada e exportada de Bragança para outros municípios, e até para outros estados.